Olá meninas, bem hoje como podem ver vou falar sobre a epilepsia em animais, e desta vez vou falar sobre o ataque de epilepsia que a minha cadela de 2 anos e meio teve na sexta-feira passada,pela primeira vez e como tentei abordar a situação.
Eu nunca falei nisto aqui no blogue, mas eu estou a estudar cuidados veterinários no ensino superior, por isso, eu tive de reagir, mesmo sem saber o que fazer ao certo, porque ainda não chegamos a falar sobre estes casos.
Contudo, eu criei esta etiqueta "Animal Space" porque também faz sentido eu transmitir o meu conhecimento com voces.
Bem, ela durante o dia esteve comigo e estava normal, muito brincalhona e muito carente, esteve dentro de casa a maior parte do tempo, mas durante a noite ela quis ir para o recinto da casa, e foi ai que se ouviu ela a choramingar, quando a vi, ela estava com uma postura totalmente assustadora, como mostro aqui na fotografia em baixo (a imagem não é a minha cadela).
A minha primeira reação foi pegar nela e coloca-la dentro de casa (o que não se deve fazer, o animal deve manter-se no local em que está, mas como estava muito frio eu tentei leva-la não mudando a posição em que ela estava porque poderia criar lesões), perto do calor, é óbvio que eu entrei em stress, ver o animal naquela postura e a choramingar por causa das dores, e ainda por cima era a primeira vez que lhe estava a acontecer.
Uma das primeiras coisas que não devemos transmitir ao animal é o nosso stress e angustia, porque ele percebe-se disso, então, tive de me acalmar, e caricia-la e dar-lhe algum conforto, porque ela precisa da presença do dono.
Assim que pude recorri a internet, para confirmar as minhas suspeitas, que assim era, mas primeiro que fosse confirmado, ainda demorou.
A primeira coisa que ele disse pelas as características que lhe indiquei, é que podia ser epilepsia ou hipotermia, por isso tive de lhe medir a febre, e apenas me disse para eu estar ao lado dela para a acalmar porque daqui a algum tempo ela voltaria ao normal.
Eu esperei cerca de uma hora e ela já começou a voltar ao normal, ficando nesta posição (na fotografia não é a minha cadela).
Eu quando vi que ela já estava nesta posição e que ela até tinha adormecido, a respiração dela estava totalmente calma, eu suspirei de alivio.
Mas por volta da meia noite, ela começou a ficar com alguns "tiques" na cabeça, o que me preocupou bastante, e tive de a levar ao veterinário, porque como já tinha passado muito tempo não seria normal ela estar com aquele comportamento.
Posso dizer, que a veterinária a que recorri aquela hora, não sabia ao certo o que ela tinha, e deu-lhe tres injeções, na base do conhecimento dela do que poderia ser.
Mas, o lado bom é que de manhã ela já andava (um pouquinho desequilibrada), e uma das coisas que prestei atenção é que ela bebia imensa água e estava constantemente com fome. Mas ela agora está a tomar medicação durante esta semana.
Foi um grande susto para todos nós e também para ela.
Agora vou dar-vos algumas dicas que são extremamente importantes:
1- "A epilepsia é um transtorno cerebral que faz com que o cão tenha repentinos, descontrolados e recorrentes ataques físicos com ou sem a perda de consciência."
2- "Um cão com epilepsia sofre convulsões. Quando isso ocorre, ele pode ficar atordoado, esconder-se ou procurar por atenção. No momento da convulsão, o animal vai cair para um lado, ficará rígido, salivará profundamente, fará xixi, cocô e emitirá sons.
3- "As convulsões ocorrem geralmente à noite ou de madrugada, enquanto o animal está descansando ou dormindo."
4- "Logo depois do acontecimento das convulsões, o cão se sentirá confuso e desorientado.Pode caminhar em círculos e bater nos móveis. Ele pode tentar esconder-se, ter aumento de sede e apetite. A recuperação após a crise convulsiva pode ser imediata ou demorar até 24 horas."
5- " Em caso de um ataque focal, a atividade elétrica anormal acontece em apenas uma parte do cérebro. As convulsões focaisdas podem provocar movimentos incomuns em uma extremidade ou um lado do corpo. As vezes duram apenas alguns segundos e podem começar apenas em um local, e logo passar a ser generalizadas."
6- " Os cães com epilepsia podem ter convulsões em intervalos regulares de uma a quatro semanas. (Geralmente acontece nos cães de raças grandes.)"
7- "Caso o cão esteja perto de algo que possa magoá-lo, como um móvel ou escadas, trate de, suavemente, retirá-lo desse lugar."
8- "Não ponha nada na boca do seu cão. Se a convulsão durar mais de dois minutos, o cão ficará em risco de ter a temperatura elevada. "
9- "Ligue o ventilador e coloque água fria nas suas patas, converse com ele em voz baixa e toque suavemente nele."
O único tratamento que pode ser utilizado, é controlar as convulsões, a partir de medicação.
Bem, espero que este post, tenha servido de algo, e partilhem comigo alguns casos que os vossos animais de estimação já passaram, seria interessante. Beijinhos ;)









